as coisas que eu sei

coisas minhas

Domingo, 3 de Janeiro de 2010

hank's letter to karen



"Dear Karen,

If you're reading this, it means I actually worked up the courage to mail it so good for me. You don’t know me very well, but if you get me started I have a tendency to go on and on about how hard the writing is for me. But this, this is the hardest thing I ever had to write. There's no easy way to say this so I’ll just say it, I met someone. It was an accident, I wasn’t looking for it, I wasn’t on the make, it was a perfect storm. She said one thing and I said another and the next thing I knew I wanted to spend the rest of my life in the middle of that conversation. Now there's this feeling in my gut she might be the one. She's completely nuts in a way that makes me smile highly neurotic, a great deal of maintenance required. She is you Karen, that’s the good news. The bad is that I don't know how to be with you right now, and it scares the shit out of me. Because if I am not with you right now I have this feeling we will get lost out there. It’s a big bad world full of twists and turns and people have a way of blinking and missing the moment. The moment that could have changed everything. I don’t know what’s going on with us and I can’t tell you why you should waste a leap of faith on the likes of me. But damn you smell good, like home and you make excellent coffee, that's got to count for something right? Call me.

Unfaithfully yours,
Hank Moody"

Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Recomeça...

Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.


Miguel Torga

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

mt bons, mgmt (management), "kids"



You were a child
Crawling on your knees toward him
Making momma so proud
But your voice is too loud
We like to watch you laughing
Picking insects off of plants
No time to think of consequences

(Chorus)
Control yourself
Take only what you need from him
A family of trees wanting to be haunted (?)
Control yourself
Take only what you need from him

The water is warm
But it's sending me shivers
A baby is born
Crying out for attention
Memories fade
Like looking through a fogged mirror
Decisions too
Decisions are made
Decisions are made and not bought
But I thought this wouldn't hurt a lot
I guess not

Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

little children



"It's the hunger, the hunger for an alternative and the refusal to accept a life of unhappiness."

Domingo, 5 de Outubro de 2008

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

o meu irmao e filho unico

(la se foram novamente os acentos e as cedilhas. ainda nao tive pachorra para procurar a mudanca de idiomas no vista, e as tantas inda reinstalo o xp, porque isto de ocupar 10G so com o windows nao esta com nada ;p)

vi hoje este filme, palavras para que, e um filme italiano, do melhor mesmo. acho q terei sempre um pouco de italiano em mim, descobri-o ao ver e vivenciar este filme, este drama comico a que os italianos tao bem nos habituaram. aconselho a todos, e, para variar, so no bom sucesso, claro, ha que aproveitar o pouco bom cinema que vai restando, triste mas com orgulho nas nossas cidades... e hoje dei-me por contente porque a sala quase encheu. sabe bem por vezes sentir que as artes nao sao esquecidas. deixo-vos com o trailer, agradeco a quem encontrar a banda sonora para sacar! ;)

Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

india...malaria, e afins...


antes de mais, para quem possa achar que eu possa andar paranoica, a verdade e que o Malino (ou o Pedro, como preferirem) ja tem os medicamentos para a malaria e ja tomou a primeira dose contra a encefalite japonica (so o nome...) e eu aqui estou apenas com repelentes, diarreicos, tifoide, polio e hepatite A. devia dar-me por contente, e verdade, se nao tivesse andado a ler sobre encefalites, malarias e afins. o que estraga tudo e ele ja estar a tomar, se ele nao tomasse nao haveria qualquer problema, as probabilidades sao baixas (segundo o joao nuno que ja la esteve) mas ainda assim ha sempre probabilidade, como ha sempre probabilidade de sofrer qualquer tipo de danos em qualquer tipo de situacao, e para isso que ca estamos, para sofrermos danos, bons e maus :) adiante, o que se resumiu a uma consulta publica de 2,15 com vacinas incluidas (excluindo a da hepatite que a mama pagou ;p) pode bem tornar-se numa consulta numa clinica pela modica quantia de 50 euros mais 40 euros por cada uma das 3 doses contra a encefalite, raios para ti Malino/Pedro! ;p Coitadinho, so estavas a abanar com a cabeca a tua medica como eu fiz com a minha, isto antes de lhe implorar pelo medicamento para a malaria que ela se recusou passar porque os riscos das zonas para onde vou/vamos sao baixos ou inexistentes, mas sao baixos... bem, ja chega, comeco a ficar sinceramente farta deste assunto que se tem vindo a arrastar desde que marcamos a viagem, um pouco depois e certo, ainda assim a consulta ja foi a 22 de julho e desde entao nao tenho tido descanso, oxala leve rapido a vacina e compre os medicamentos para nao pensar mais nisto. e sim joao nuno, eu tambem iria as cegas para a india acreditando na boa fe da minha medica, se o pedro nao tivesse ja receita para a malaria e la para o raio da encefalite japonesa, caracas para os mosquitos!!! tao inofensivos, por ca, tao mortais, por la...

Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Eça de Queirós, ano da graça de 1871


"Estamos perdidos há muito tempo...
O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os carácteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte, o país está perdido!
Algum opositor do actual governo? Não! "

Citado na edição de hoje do "Prós e contras". Um bom debate no início, ou melhor dizendo, uma boa exposição de ideias e opiniões, mas à medida que a sessão foi avançando uns foram repetindo o que outros haviam dito e quase que arriscaria dizer que o diálogo deu lugar ao monólogo que espelha a situação do país cujos habitantes se voltam apenas para si próprios. Eu realmente enfio a carapuça, porque a minha maior preocupação é lutar pelo meu bem-estar e daqueles que mais proximamente me rodeiam, mas a verdade é que se não lutarmos também pelo bem-estar geral, se não nos interessarmos pelo estado da nação, já não digo tentar intervir seja de que forma for, lá chegarei quando alcançar a autonomia desejada, espero, então de nada terá servido termos lutado por nós próprios. Um pouco idealista? Talvez, principalmente com a realidade do dia-a-dia com que nos deparamos a cada esquina, cada injustiça, cada episódio do arco-da-velha que julgámos impossíveis nos tempos que correm, mas não, são dolorosamente verdades, constatações, e realmente algo há a fazer, algo tem que mudar, mas como mudar vontades? Mentalidades já tão profundamente deformadas? Não sei a resposta, e pelos vistos nem os senhores da RTP1 a souberam dar... No entanto ressalvo quanto mais não seja o valor do programa enquanto "abanador" das mentes, porque eu não consegui ficar indiferente e espero que muita mais gente não o tenha ficado, e que esse abano perdure no espírito, para que nas mais pequenas e simples coisas, o sentido comunitário se cumpra. Será possível ser-se feliz num país em que os homens que o habitam não "se (re)conhecem" como habitantes dignos desse país? Acho que não, e se por vezes tenho vontade de voltar a sair, outras tenho em que a possibilidade e o desafio de algo poder fazer para mudar uma ínfima parte do que está hoje mal me movem e então a ele voltarei, feliz e com esperança, porque esta será sempre a última a morrer. (Acho melhor nem reler, se não apago tudo, como sempre)

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